Cinema Clássico - Irineu Gomes Varella


GEORGE GERSHWIN

George Gershwin (Jacob Gershowitz) foi um compositor americano nascido no Brooklyn, NYC, em 26 de setembro de 1898, filho de pais judeus imigrantes da Ucrânia. Faleceu em Hollywood, California, em 11 de julho de 1937 (aos 38 anos, portanto), vítima de câncer no cérebro. Um gênio. Suas composições mais conhecidas são: Rhapsody in Blue (1924), An American in Paris (1928) e a opera Porgy and Bess (1935). Sua composição "An American in Paris" foi  para as telas em filme de mesmo nome, produzido pela MGM (no Brasil chamou-se Sinfonia de Paris), em 1951, e estrelado por Gene Kelly, Leslie Caron, Oscar Levant, Georges Guétary e Nina Foch. A seqüência final do filme é um must para os cinéfilos e apreciadores de música de alta qualidade. Para atiçar os admiradores:
http://www.youtube.com/watch?v=mgZn_BFhMQE

Assistindo ao filme você poderá, ainda, deleitar-se com o terceiro movimento do Concerto em Fá para Piano e Orquestra (1925) executado de forma magistral por Oscar Levant e a Orquestra Sinfônica da MGM.



Escrito por Irineu Gomes Varella às 17h46
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FILME NOIR

Para quem ainda não é adepto do gênero, filme noir não significa filme escuro. É um estilo clássico hollywoodiano do início dos anos 40 do século passado. Os chamados filmes noir tratam de temas realísticos como crimes, mistérios, mulheres fatais e conflitos morais. Seus temas primordiais foram escolhidos na literatura de ficção criminal da época da grande depressão americana. São caracterizados por contrastes de luz lembrando muito os filmes expressionistas alemães.

O filme LAURA, realizado pela 20th Century Fox em 1944, é um ícone do gênero: estrelado por Gene Tierney, Dana Andrews, Clifton Webb, Vincente Price e Judith Anderson, foi dirigido e produzido por Otto Preminger. Além de um grande flme, tem um grande tema musical composto por David Raksin. O filme estreou nos Estados Unidos em 11 de outubro de 1944 e, no Brasil, em 29 de janeiro de 1945.

TRAILER: http://www.youtube.com/watch?v=QJRp5C15PgE



Escrito por Irineu Gomes Varella às 19h52
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Falecimento de Lena Horne - Estado de S.Paulo

Lena Horne, cantora de jazz e atriz conhecida por sua melancólica interpretação de "Stormy Weather" e por seu triunfo contra a intolerância que permitiu que entretivesse plateias brancas, morreu no domingo (09/05/2010) aos 92 anos no Hospital Presbiteriano de Nova York. A notícia foi divulgada pela porta-voz do hospital, Gloria Chin, que não forneceu maiores detalhes sobre a morte. Horne, cuja admirável beleza geralmente ofuscava seu talento e trabalho artístico, era notadamente sincera sobre a razão fundamental para seu sucesso: "Eu era única no sentido de que era um tipo de negra que os brancos podiam aceitar", disse.

Nos anos 1940, Horne foi uma das primeiras artistas negras a ser contratada para cantar com uma importante banda de brancos que se apresentava no clube Copacabana, em Nova York, e quando ela assinou um contrato com a MGM, estava entre uma série de atores negros que tinham contrato com um importante estúdio de Hollywood. Em 1943, os estúdios MGM a emprestaram para o 20th Century-Fox para o papel de Selina Rogers no musical negro "Stormy Weather". Sua interpretação da música título tornou-se um grande sucesso e sua música mais famosa.

Horne interpretava uma série de estilos musicais, do blues ao jazz à sofisticação de Rodgers e Hart em canções como "The Lady Is a Tramp" e "Bewitched, Bothered and Bewildered". Em 1942, em seu primeiro filme pela MGM, "A Loirinha do Panamá (Panama Hattie) ela cantou "Just One of Those Things", de Cole Porter, conquistando a aclamação da crítica. Em seu primeiro sucesso na Broadway, como a estrela de "Jamaica" em 1957, ela foi chamada de "uma das incomparáveis artistas de nosso tempo" pelo crítico Richard Watts Jr.

Na foto estão, da esquerda para a direita: Bill Robinson, Lena Horne e Cab Calloway (Foto acrescentada pelo autor).



Escrito por Irineu Gomes Varella às 22h49
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THE ANDREWS SISTERS NO CINEMA

As Irmãs Andrews (The Andrews Sisters)  foram o conjunto vocal mais popular e de maior sucesso dos Estados Unidos durante os anos 40 do século passado. Formado pelas irmãs LaVerne Sophie (1911-1967), Maxene Angelyn (1916-1995) e Patricia Marie Andrews (1918) o grupo atuou desde o final dos anos 30 até meados dos anos 60. (Na foto, de cima para baixo: Maxene, Patty e LaVerne). Para quem acha que nunca as ouviu e se assistiram "As Crônicas de Nárnia - o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", puderam ouvi-las cantando "Oh! Johnny! Oh! Johnny, Oh!". Além das gravações apenas do grupo, gravaram também com Bing Crosby. Das 47 canções que gravaram juntos, 23 delas foram relacionadas na Billboard, o que tornou essa parceria como a de maior sucesso na história do showbiz norte-americano. Uma das canções mais conhecidas do grupo foi "Boogie Woogie Bugle Boy" de 1941. É considerada por alguns como uma das primeiras gravações de Rock & Roll. Participaram de 15 filmes como atrizes e da trilha sonora de 57 outros, no período de 1941 a 2009. Gravaram, ainda com várias orquestras famosas, entre elas a de Glenn Miller. Venderam mais de 90 milhões de cópias de seus discos, ganharam 9 discos de ouro e gravaram mais de 700 canções. Vejam as meninas cantando:

Boogie Woogie Bugle Boy - do filme "Buck Privates" - Universal - 1941
http://www.youtube.com/watch?v=-wiVkdVPGoY

Boogie Woogie Bugle Boy
http://www.youtube.com/watch?v=A9ZVQP-O9Rg

Oh! Johnny! Oh! Johnny, Oh!"
http://www.youtube.com/watch?v=Ts1YUOK9csA

Chattanooga Choo Choo (com Glenn Miller)
http://www.youtube.com/watch?v=PMY0cXVEA2c

In The Mood (com Glenn Miller)
http://www.youtube.com/watch?v=f5QGwWoMUpM



Escrito por Irineu Gomes Varella às 21h42
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LENA HORNE - STORMY WEATHER - 1943

Para quem não viu o filme, aí vai um trecho com a Lena Horne cantando "Stormy Weather" acompanhada pela Orquestra e regência de Cab Calloway. O balé incompleto que aparece ao final é coreografado e executado pela Katherine Dunhan e sua Troupe. A canção "Stormy Weather" foi composta em 1933 por Harold Arlen e Ted Koehler e interpretada pela primeira vez por Ethel Waters, no Cotton Club, no Harlem.

Lena Mary Calhoun Horne nasceu em 30 de Junho de 1917, no Brooklyn, New York (completou 92 anos há três meses). Começou sua carreira como dançarina no Cotton Club, em 1934. Fez sua estréia no cinema aos 21 anos com o filme "The Duke Is Tops" (também chamado The Bronze Venus), em 1938 e estreou na MGM com o filme Panama Hattie, em 1942. Depois participou de outros sucessos como "Cabin in the Sky", "Thousands Cheer" e "Stormy Weather", todos em 1943. Em breve, teremos um filme sobre a sua vida. Quem esteve cotada para fazê-la no filme foi Whitney Houston. Agora, ao que parece, será Alicia Keys. Vamos aguardar. Por enquanto, você pode acompanhar a Lena cantando Stormy Weather.

LENA HORNE - STORMY WEATHER - http://www.youtube.com/watch?v=QCG3kJtQBKo

Don't know why
There's no sun up in the sky
Stormy weather
Since my man and I ain't together
Keeps raining all the time
The Time

Life is bare
Gloom and misery everywhere
Stormy weather
Just can't get my poor self together
It's Rainin All The Time
The time

When You Went Away
The blues walked in and met me
If he stays away
Ol' rocking chair will get me
All I do is pray
The Lord above will let me
Walk in the sun once more

Can't go on
Everything I had is gone
Stormy weather
Since my man and I ain't together
It's raining all the time

I Walk Around Heavy Hearted And Sad
Night comes around
And I'm still feeling bad
Rain's pourin down
Blindin Every Hope I Had
This Pitterin Patterin
Beatin And Spattering
Drives Me Mad
Love, Love, Love, Love
This Misery's Just Too Much For me

Can't go on
Everything I have is gone
Stormy weather
Since my man and I ain't together
It's raining all the time
Keeps raining all the time



Escrito por Irineu Gomes Varella às 19h25
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STORMY WEATHER - TEMPESTADE DE RITMOS - 20th Century Fox - 1943

Um grande clássico do cinema musical estrelado por Lena Horne, Bill Robinson, Cab Calloway, Dooley Wilson e uma plêiade de cantores de jazz e blues, dos anos 30 e 40, que nos fazem relembrar mais de uma dezena de grandes canções. Os ótimos números de dança completam a beleza do clássico. A história começa com Bill Williamson (Bill Robinson) relembrando aos seus sobrinhos as dificuldades que teve na sua vida para se tornar um dançarino importante. A narração em flash-back ajuda na apresentação de canções de várias épocas. O ponto alto é, sem dúvida, a canção título interpretada magnificamente pela brilhante Lena Horne (na minha opinião, foi a melhor interpretação que essa canção, já teve). Estão presentes, ainda, os fantásticos dançarinos e sapateadores Harold e Fayard Nicholas ( os famosos Nicholas Brothers ) e a grande dançarina Katherine Dunham e sua Troupe. Outros destaques são Cab Calloway & Orquestra e a sua peculiar maneira de reger. Para o meu gosto particular, as apresentações de Ada Brown e Fats Waller interpretando "That Ain't Right" além de Mae E. Johnson cantando "I Lost My Shugar in Salt Lake City", constituem também pontos de destaque do filme. Stormy Weather é um filme alegre, com muito swing, uma trama simples, repleto de momentos agradáveis ao espírito humano e conta com competentes cantores, musicos e dançarinos. Obrigatório para os apreciadores do jazz, do blues e dos seus intérpretes.



Escrito por Irineu Gomes Varella às 21h18
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HELEN PARRISH (1923-1959)

Helen Parrish nasceu em 12 de março de 1923 ( citam-se também os anos de 1922 e 1924 ) na cidade de Columbus, na Georgia, USA. Era filha da atriz de teatro Laura Parrish e estreou no cinema em 1927, aos 4 anos, portanto, no filme mudo "Babes Comes Home", da First National Pictures. Seu nome não consta dos créditos e, ao que parece, nem mesmo cópias deste filme existem mais. Depois desse, mais 57 filmes até 1959, quando faleceu em 22 de fevereiro, vítima de câncer, aos 35 anos. Participou em filmes com a famosa atriz-cantora Deanna Durbin, na maioria fazendo o papel de sua rival ciumenta, nos namoros das adolescentes. O primeiro filme delas juntas foi "Mad About Music" da Universal, em 1938. Face ao sucesso, repetiram a dose em "Three Smart Girls Grow Up" e em "First Love", ambos da Universal em 1939. Este último foi o filme de estréia do ator Robert Stack ( o Eliot Ness da série de TV "Os Intocáveis" ). A partir de 1951, deixou o cinema e passou a atuar em diversos seriados de TV. Foi uma ótima atriz que, infelizmente, não pode mostrar todo o seu talento. 

BEVERLY PARRISH (1919 - 1930)

Beverly Parrish, a irmã mais velha de Helen, nascida em 10 de maio de 1919, também em Columbus, participou de um único filme "A Tough Winter", um curta metragem com apenas 20 minutos de duração, produzido pelo Hal Roach Studios em 1930. Ela morreu subitamente em 27 de fevereiro de 1930, com apenas 10 anos, sem ter visto a estréia de seu filme. Na foto ao lado (Beverly está à esquerda), ela contracena com a também atriz-mirim Mary Ann Jackson, no citado filme.



Escrito por Irineu Gomes Varella às 22h24
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O MÁGICO DE OZ - 70 ANOS

Foi amplamente divulgado em diversos canais de TV que o filme "O Mágico de Oz" (The Wizard of Oz - MGM - 1939) está completando, em 2009, 70 anos. Nenhum comentário é necessário. É um clássico que quase todos assistiram. Se não viram todo o filme, pelo menos o assistiram em parte, nas inúmeras inclusões em antologias e documentários sobre a história do cinema. Certamente, uma seqüência inesquecível é a que Judy Garland canta "Over the Rainbow" (música de Harold Arlen e letra de E.Y. Harburg). É interessante notar que durante as filmagens, vários membros da equipe da MGM chegaram a criticar a inclusão da canção, alegando que ela iria diminuir muito o ritmo do filme. Por insistência e teimosia do produtor Arthur Freed, a canção ficou e foi um tremendo sucesso, sendo até hoje (70 anos depois) muito conhecida inclusive pelo público mais jovem. Acho que, em boa parte, pela interpretação magnética da Judy no filme. Para comemorar os 70 anos de "O Mágico de Oz", aí vai a letra de "Over the Rainbow" e no link do YouTube, você poderá acompanhar a Judy cantando ( nos dois sentidos: ou apenas ela cantando ou você e ela cantando juntos! ):

The Wizard of Oz no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=F0-um0pHTAg

LETRA:

Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of once
In a lullaby

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me ...
Where troubles melt like lemon drops
Way above the chimney tops
That's where you'll find me ...

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then oh why can't I ?
If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow ...
Why ... oh ... why ... cant'I ?

Você sabia que a primeira atriz cogitada para fazer o papel de Dorothy Gale foi Shirley Temple ? Depois de uma avaliação da equipe da MGM e do produtor Arthur Freed, concluiram que Judy Garland cantava melhor e custaria menos do que trazer a Shirley, que era da 20th Century Fox !



Escrito por Irineu Gomes Varella às 00h12
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A INSUSTENTÁVEL "BELEZA" DO SER

A minha amiga Talita me deu uma grande dica com o seu comentário e que adotei como título deste post. De fato, algumas das mais belas atrizes dos anos de ouro de Hollywood tiveram, fora das telas, vidas difíceis, com enormes sofrimentos e, por que não dizer, trágicas em muitos casos. Uma delas foi Rita Hayworth, já citada no comentário de Paulo Francis: foi infeliz nos casamentos, passou por um período em que aderiu às bebidas e terminou a vida com Mal de Alzheimer. Outra bela atriz com uma vida trágica foi Gene Tierney (foto). Quem não se lembra dela em "Laura" (Laura – 20th C. Fox – 1944), um clássico do cinema noir ? Pois é. A bela moça que nos encantou em tantos outros filmes chegou a ser até internada por alguns meses por sofrer de profunda depressão. Ela vivia feliz, com a carreira indo de vento em popa, havia se casado e estava grávida, quando foi abraçada por uma fã com rubéola (ela não soube disso na ocasião). Poucos meses depois, nasceu sua filha. Os exames mostraram que ela havia nascido cega e surda. Somente algum tempo depois descobriu-se que foi o contato com a fã a causa dessa fatalidade. Foi uma grande decepção e um grande sofrimento para ela e esses fatos, associados ao fracasso de seu casamento, trouxeram seqüelas para o resto de sua vida.

Outros casos trágicos são os das atrizes Jean Harlow, que morreu com apenas 26 anos, vítima de falhas em seus rins, durante as filmagens de "Saratoga" (o filme foi completado com uma dublê) e Carole Lombard, esposa de Clark Gable, que morreu em um acidente aéreo, no Estado de Nevada, em 16 de janeiro de 1942, com apenas 33 anos, tendo ainda, no mesmo acidente, falecido a sua mãe, que a acompanhava na viagem, e mais 20 passageiros. Em outra oportunidade comentarei sobre a vida trágica das irmãs e atrizes Helen e Beverly Parrish.



Escrito por Irineu Gomes Varella às 20h50
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JAMES CAGNEY - GÂNGSTER, CANTOR E DANÇARINO

James Francis Cagney Jr., nascido em 17 de julho de 1899, em Nova York, foi um dos atores mais conhecidos da era clássica e que teve a sua carreira marcada por atuações irreparáveis como gângster. Cursou a Universidade de Columbia de Artes Finas e em 1920 foi para a Broadway como corista masculino e lá conheceu Frances Billie Vernon com quem se casou em 1922. Essa união durou 65 anos. O casal não teve filhos, mas adotou duas crianças em 1940: James Jr. e Cathlenn. Atuou em vários dramas musicais. Estreou no cinema com o filme Penny Arcade, em 1930, vendido para a Warner Bros. como Sinner's Holiday. Sua participação foi decisiva para que assinasse um contrato com a Warner. Depois desse, uma coleção de sucessos. A maioria como gângster. Suas atuações sempre foram muito dinâmicas e com muita energia, reflexo de seu passado nos teatros. Costumava dizer que se você desanimar, a platéia desanima também. Estava totalmente correto. Pude verificar na prática a sua veracidade pois, embora não sendo ator, fui durante 30 anos apresentador das sessões do Planetário de São Paulo e a motivação e o interesse do público pelo espetáculo sempre estiveram diretamente relacionados à energia e ao dinamismo com que era conduzido.

James Cagney sempre sonhou em se apresentar em filmes como dançarino. Aliás sempre se mostrou um exímio dançarino nas poucas oportunidades que teve. A primeira foi em "O Peso do Ódio" (Taxi - 1932) e logo depois em "Belezas em Desfile" (Footlight Parade - W.Bros. - 1933) em que atua com Joan Blondell e dança com Ruby Keeler. Talvez a mais famosa e grandiosa tenha sido em Yankee Doodle Dandy ( W.Bros. - 1942 ), conhecido no Brasil como "A Canção da Vitória". Sua excepcional atuação representando a vida do grande compositor norte-americano George Michael Cohan lhe valeu o Oscar de melhor ator em 1942.

James Cagney permaneceu mais de 20 anos como uma das maiores estrelas de Hollywood tendo feito filmes para a MGM, Paramount e Universal. Deixou o cinema com uma pequena aparição no filme Ragtime, em 1981. Viveu em uma fazenda, seu grande sonho de criança, até a sua morte em 30 de março de 1986, três meses antes de completar 87 anos. Morreu de infarto enquanto dormia. Embora faça parte da "lenda", ele nunca disse "Mmmmm, you dirty rat" (huuum, seu rato sujo) !!! [ http://www.youtube.com/watch?v=YtOMHH_v0Qg ]. Veja James Cagney cantando e dançando (Give My Regards to Broadway) no filme Yankee Doodle Dandy: http://www.youtube.com/watch?v=TfWl5FrNcGQ



Escrito por Irineu Gomes Varella às 23h04
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VOANDO PARA O RIO - FLYING DOWN TO RIO - RKO - 1933

Musical do início dos anos 30 ambientado em Miami e no Rio de Janeiro.

Elenco: Dolores Del Rio (Belinha de Rezende), Gene Raymond (Roger Bond), Raul Roulien (Julio Ribeiro), Ginger Rogers (Honey Hale), Fred Astaire (Fred Ayres), Blanche Friderici (Dona Elena de Rezende) e outros.

Preto & Branco - 89 minutos - Idiomas: Inglês e Português - Lançamento: Nova York - 22 de dezembro de 1933 - Direção: Thornton Freeland

Sinopse: Comédia musical simples com bom desempenho de todo o elenco. Uma pequena orquestra viaja de Miami para o Rio onde pretende se apresentar na inauguração do famoso Hotel Atlantico, com as habituais doses de namoros e confusões. Várias tomadas aéreas da cidade do Rio de Janeiro em 1933, quando da chegada ao Brasil e algumas ambientadas na cidade. Valem como um pequeno documento histórico do Rio. Os destaques ficam por conta dos números musicais "The Carioca" interpretado pelo conjunto brasileiro "Turunas" e que apresenta a famosa dupla Fred Astaire e Ginger Rogers dançando pela primeira vez nas telas e o grande final realizado por várias dançarinas presas às asas de aviões sobrevoando o Rio durante a inauguração do Hotel. Em função do primeiro número, o filme foi em alguns países ( Áustria, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia e Itália ) chamado "Carioca". Veja Fred e Ginger pela primeira vez juntos: http://www.youtube.com/watch?v=xFBt929GtdU



Escrito por Irineu Gomes Varella às 14h12
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HOLLYWOOD E O RIO DE JANEIRO

A cidade do Rio de Janeiro sempre fascinou os produtores de Hollywood. Não sem motivo. Quem não se encanta com a cidade dona das mais incríveis belezas naturais de todo o planeta ? Já em 1933 foi realizado um filme com a bela atriz mexicana Dolores Del Rio, chamado "Voando para o Rio" ( Flying Down to Rio - RKO, 1933 ) com várias cenas na cidade maravilhosa e terminando com um fantástico número de dança com várias garotas presas às asas de diversos aviões que sobrevoaram a cidade e os morros do Rio (na época desocupados). Nesse clássico, Dolores del Rio faz o papel de uma brasileira (Belinha de Rezende) e seu noivo é o ator brasileiro Raul Roulien (Raul Pepe Acolti Gil), nascido no Rio em 1905, em papel de destaque maior até do que alguns atores americanos.

Cito de início esse filme, porque me lembro de já ter lido em algum lugar na internet, que a participação de atores e atrizes brasileiros em filmes americanos e o uso de cidades brasileiras como cenários para os filmes de Hollywood ocorreram como uma forma de agradecimento dos Estados Unidos ao Brasil, pelo apoio que nosso país deu aos americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Nada mais equivocado. A nossa querida Carmen Miranda (que sobre ela escreverei em outra ocasião) já fazia filmes em Hollywood antes do ataque a Pearl Harbor ocorrido em 7 de dezembro de 1941. Em 1940 ela foi uma das estrelas de "Serenata Tropical" (Down Argentina Way - 20th Century Fox) e, em 1941, teve uma grande e notável participação em "Aquela Noite no Rio" (That Night in Rio), também da 20th Century Fox. Nesse último, o famoso ator Don Ameche ( você assistiu "Cocoon" ? ) canta até uma canção em português! É antigo o fascínio de Hollywood pelo Rio e nunca houve favores, nem quanto às paisagens e nem quanto aos nossos atores e atrizes. Houve, sim, o reconhecimento da beleza e da competência. Todos os filmes citados apresentam ainda muitas outras curiosidades. Aguardem ...



Escrito por Irineu Gomes Varella às 18h27
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FRED ASTAIRE & JOAN CRAWFORD

Sempre que se fala em Fred Astaire vêm logo à lembrança, e não sem razão, as suas grandes performances como dançarino em inúmeros musicais produzidos em Hollywood, nos anos de ouro do cinema americano - os anos 30 e 40 do século passado. Sempre nos recordamos, também, de sua inesquecível e talentosíssima parceira em 10 filmes: Ginger Rogers. Porém, o que poucas pessoas lembram é que o primeiro filme em que Fred participou foi com Joan Crawford, com quem dançou (isso mesmo, dançou!) em "Amor de Dançarina" ( Dancing Lady, MGM - 1933 ).

O filme, estrelado por Clark Gable, Joan Crawford e Franchot Tone teve, além da participação de Fred Astaire, as de Nelson Eddy e, pasmem, dos Três Patetas ( Moe Howard, Curly Howard e Larry Fine ). Joan Crawford, que no início de sua carreira atuou muito como dançarina, acabou ficando um pouco marcada pelos papéis de "mulher má" que interpretou em alguns clássicos do cinema (o mesmo aconteceu com Bette Davis) e é bem mais dificil lembrar dela quando dançava e usava o nome Lucille LeSueur ( seu nome de batismo era Lucille Fay LeSueur ).



Escrito por Irineu Gomes Varella às 13h37
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PAULO FRANCIS & RITA HAYWORTH

Comentário de Paulo Francis sobre Rita Hayworth publicado no GLOBO em 07 de setembro de 1995 (há 14 anos, portanto):

"Não sei por que cargas d’água sempre ouvimos que as pernas de Betty Grable, certinhas, eram as favoritas dos soldados dos EUA, na Segunda Guerra. Pernas podem ser, mas a pin-up suprema foi Rita Hayworth. Teve até a honra dúbia de ter um pôster seu no artefacto de hidrogênio explodido em Bikini, nos anos 50. (...) Seu nome era Margarita Cansino. Domadores resolveram fazê-la estrela. Pintaram-lhe o cabelo de ruivo-castanho e lhe tiraram o pico de viúva mexicana que tinha na testa. Mas você ainda pode vê-la feliz da vida, dançando alegremente em grande classe com Fred Astaire, agora em laser, em "You Were Never Lovelier", com música de Jerome Kern ("Dearly Beloved..."),  felicíssima da vida e Fred Astaire confidenciou a alguns amigos que foi sua melhor partenaire (não quis ofender outras). Aí a figura de Harry Cohn, da Colúmbia, tomou conta da sua carreira. Casaram-na com Orson Welles, que a dirigiu na mistificação "A dama de Xangai", cheio de truques e vazio como um tubo de ensaio descartado. Welles, com a delicadeza habitual, disse que não agüentava conversar meia hora com Rita de tão burra que era. Depois o casamento com o playboy Ali Khan. Cercados por paparazzi. Quando foi ter sua filha, o código de remoção de Rita para a maternidade era "Malborough ça va t’en guerre", que ela confessou a uma amiga não saber o que queria dizer. Divórcio, bebedeira e Rita Hayworth caiu na mão de um dos maiores maus-caracteres de Hollywood, Dick Haymes, voz de anjo, alma negra, que destruiu algumas das mulheres da praça. Joanne Dru é outra. Rita, no final da vida, com doença de Alzheimer, em que se perde a memória, zelada pela filha, num recanto para gente idosa. Deus castiga mulher bonita. É superstição, claro, mas tem qualquer coisa, como a madeira, toc, toc, toc."

Ele tinha toda razão. Os dois filmes mais alegres que a Rita fez foram ambos com o Fred Astaire: You'll Never Get Rich (1941) e You Were Never Lovelier (1942), ambos pela Columbia. No Brasil foram chamados respectivamente: "Ao Compasso do Amor" e "Bonita Como Nunca". De fato, ela nunca esteve mais alegre e feliz como nesses dois clássicos. Em minha modesta opinião, esteve melhor neles do que em "Gilda" (1946), embora sua atuação neste último tenha sido excepcional.

Irineu Gomes Varella - Astrônomo e Apreciador do Cinema Clássico Hollywoodiano.



Escrito por Irineu Gomes Varella às 21h40
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